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terça-feira, 15 de março de 2011



HIPOGLICEMIA - II
 Rosimery L. de Oliveira
Nutricionista clínica

Hipoglicemia reativa e síndrome do pânico

Para Síndrome do Pânico não existe, idade, sexo, raça e esta é frequentemente acompanhada de sensações de morte e de sensação de loucura.
A crise do pânico dura em torno de 05 a 20 minutos, mas para o paciente dura uma eternidade. Os pacientes com pânico sempre tem tendência a um comportamento ansioso.
Durante a crise de pânico não há o que fazer, é preciso aguardar que passe o episódio espontaneamente. Hoje o uso de medicamentos para se prevenir a crise é bem recomendado.
Alguns autores não colocam a Hipoglicemia Reativa como causadora da Síndrome do Pânico, porém observam uma relação importante de causa e efeito entre ambas, com melhora após orientação alimentar adequada.
A síndrome do pânico ocorre após a algum fato importante, que causa uma contrariedade psíquica, como por exemplo, perda de um ente querido, perda de um emprego, rompimento amoroso, uma decepção, etc.
É de suma importância que o tratamento, tanto psicoterápico, quanto da hipoglicemia reativa sejam administrados senão o paciente acaba recebendo interpretações errôneas de diagnóstico.
A hipoglicemia reativa pode ser uma das causas do pânico, mas não a única, por isso o tratamento deve ser feito em conjunto com um psiquiatra e um endocrinologista.
 
Vamos levar em consideração alguns pontos:

 Estima-se que aproximadamente 130.000 pessoas no Brasil sofram com esse mal.

 65% das pessoas desenvolvem a crise dos 21 aos 35 anos

 É mais freqüente no sexo feminino

 Existe uma herança genética muito forte, quando alguém da família já desenvolveu a crise

 O pânico pode surgir de repente, ou estimulado por algum fator, como o uso de anorexigenos (medicamento com a finalidade de induzir a anorexia - aversão ao alimento) e maconha.

 As crises podem se agravar no período pré- menstrual, menopausa, stress e até mesmo na gravidez.

 A maioria dos médicos não está preparada para diagnosticar crises de pânico, por não ter uma etiologia (estudos da causa) tão conhecida.

 A maioria das pessoas com pânico acaba desenvolvendo hipocondria.

 Com a as crise sendo cada vez mais constantes, começam a aparecer algumas fobias como ansiedade, agorafobia (medo de locais com muitas pessoas), depressão, alcoolismo, uso de drogas.

 O tratamento recomendado para o quadro da doença é prevenir os sintomas com os medicamentos recomendados.

 Uma dieta nutricional ajustada é recomendada para ajudar na solução do problema. Isto significa seguir uma alimentação na base de carboidratos integrais,não consumir açúcar, e consumir verduras, frutas e legumes.


Hipoglicemia x Síndrome do Pânico!

HIPOGLICEMIA - I
 Rosimery L. de Oliveira
Nutricionista clínica  

Hipoglicemia reativa e síndrome de pânico

A hipoglicemia reativa é um quadro que se caracteriza por uma queda acentuada do nível de glicose (açúcar) do sangue, trazendo diversos sintomas tais como: palpitações, tontura, fraqueza, dores de cabeça, síndrome do pânico, etc.
Muitas vezes, ela não é acusada nos exames de laboratório, os quais acabam apontando como resultados normais.
Os próprios médicos não sabem interpretá-la clinicamente, e acabam por ignorar o que o pacientes dizem, entrando o famoso jargão “isso não é nada”.
Na população em geral a doença é mais comum do que se possa imaginar.
Todos os sintomas da hipoglicemia são compatíveis com a queda de açúcar no sangue, mas muitas vezes não é detectado com o exame de glicemia simples, aquele que normalmente fazemos de jejum.
Normalmente isso acontece quando consumimos alimentos capazes de aumentar a glicemia (açúcar) no sangue rapidamente, tais como refrigerante, batata, doces, chocolates e etc.
Isso faz o pâncreas trabalhar mais e liberar mais insulina na corrente sanguínea por conta do exagero desses alimentos, resultando numa hipoglicemia. Por isso é denominada hipoglicemia reativa.
Em conseqüência desse distúrbio endócrino pode haver uma maior resistência a insulina levando a um diabetes tipo II.
Isto porque a glicose fica em excesso no sangue e há um acúmulo de gordura na região abdominal.
Isto aumenta o risco de doenças cardiovasculares, câncer, pressão alta, Alzheimer e ainda Síndrome do Pânico que apresenta um quadro de sintomas muito similares ao da hipoglicemia reativa

Os sintomas são: depressão, ansiedade, insônia, irritabilidade, fobias, pânico, confusão mental, fadiga, sudorese, taquicardia, indigestão crônica e diminuição do apetite, dor de cabeça (principalmente enxaqueca), tontura, sensação de desmaio, dores musculares e lombares, pressão baixa, humor instável.
Como vimos a lista é interminável. Uma maior compulsão por doces, ainda dificulta mais a melhora.
O cérebro usa como principal fonte de energia a glicose (açúcar), e há muito tempo já se conhece a ligação íntima entre os sintomas de neurose (desequilíbrio mental que causa angústia e ansiedade) e os de hipoglicemia reativa.
A Síndrome do pânico é caracterizada por um conjunto de sintomas gerados por um medo sem motivos aparente.
O pânico pode surgir por qualquer motivo real ou fictício, levando a ocorrência de ansiedade aguda, um medo sem controle. Quando o fato é fictício a impressão que o individuo tem é que aquilo que ele está vivendo é tão verdadeiro quanto na situação real de pânico.