terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ALIMENTOS FUNCIONAIS

Banana Verde
 
A banana verde é um alimento funcional devido a presença da substância chamada de Amido Resistente: “Além do baixo custo e alto índice de Amido Resistente, a banana verde possui vitaminas e minerais e juntamente com o fator palatabilidade neutra revela sua potencialidade funcional e alternativa”.
Dietas enriquecidas com Amido Resistente contribui para manutenção da saúde, prevenção de doenças crônicas, como câncer e doenças do cólon, diabete tipo II, dislipidimias, doenças coronárias e obesidade. O amido e fibras presente na polpa e casca são superiores aos de cereais integrais. O amido não é digerido e não sofre absorção pelo intestino delgado, podendo ser fermentados no intestino grosso, produzindo ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), butirato, acetato e propianato. O AGCC reduz o ph do cólon, inibe a ação bacteriana e formação de ácidos biliares primários em secundários.
O pode funcional e as propriedades nutricionais são concentradas no vegetal em estado verde. A polpa verde cozida, sem o tanino, é composta por várias células de membrana rígida de protopectina e grãos sólidos de amido. Após o amadurecimento isso é transformado em pectina solúvel e açúcares simples, conferindo sabor doce e textura macia. 
A banana verde contém cerca de 20% de amido, e 80% dele são compostos por amilopectina. Esta enzima amilose não é alterada com o armazenamento nem degradada com o cozimento, ademais, a amilose retrogradada é mais fortemente ligada que amilopectina. Portanto, quanto maior o no conteúdo de amilose, menor será a ação enzimática e maior será o conteúdo de AR.
Destacam-se minerias Potássio, Fósforo, Cálcio, Sódio e magnésio e em frações menores o ferro, manganês, Iodo, Cobre, alumínio e Zinco; as vitaminas A, C e complexo B (B1, B2 e Niacina); possui baixo teor protéico, representado pela albumina e globulina; seus aminoácidos são asparagina, glutamina e histidina.
É considerado Prebiótico, pois o AR é um alimento ou ingrediente capaz de afetar de maneira benéfica o desenvolvimento e ou atividade de um número não limitado de espécies bacterianas. O AR é capaz de aumentar o volume e textura das fezes, acelerando o trânsito intestinal, facilitando sua excreção. Reduzindo câncer coloretal, diminuindo o tempo de exposição de substâncias tóxicas com a mucosa, com os ácidos biliares secundários (que possuem ação tóxica sobre a mucosa colônica, aumentando a proliferação celular e a susceptibilidade para o desenvolvimento de tumores). O AR forma um gel pela fibra, aumentando a excreção destes ácidos biliares;
É considerado Simbiótico, pois aumenta o número de lactobacilos no intestino, mesmo ausência prebióticos, os grânulos de amido aderem às bactérias durante a passagem pelo trato gastrintestinal. Possue AR1 (grânulos fisicamente inacessível) e AR2 (grânulos resistentes).
 
Receita de Biomassa de Banana Verde
 
Separe com faca ou tesoura as bananas verdes não aclimatizadas do cacho com o cuidado para manter os talinhos na banana, lave-as bem. Coloque água me uma panela de pressão e quando abrir fervura adicione as bananas verdes com casca, feche a panela e deixe adquirir pressão. Após o barulho típico da pressão abaixe o fogo e deixe por 10 minutos. Desligue o fogo, não abra a panela, deixe perder a pressão naturalmente. Destampe-a e descasque as bananas com o auxílio e um garfo. Em seguida centrifugue ou bata no liquidificador até transformar em uma pasta quente. Não espere esfriar para bater no processador ou liquidificador, pois ao endurecer terá que voltar em água ou banho maria, caso contrário ficará tão dura que não será possível batê-la novamente. Não dispense a casca, armazene em um pote com água e vinagre, na geladeira, por até 5 dias. A casca pode ser cortada e refogada como um legume ou picada ou processada até ficar como uma pasta; pode ser incorporada em diversas receitas como no tabule, quibe, cuscuz, farofa, arroz, bolos, pães.
 

GLÚTEN: algumas considerações bem relevantes

Repensando nossos hábitos alimentares
 
A sensibilidade ao glúten associada à vulnerabilidade genética gera outras doenças. A doença do glúten pode ser chamada de doença do cérebro, dores de cabeça, fadiga, reumatismo, distúrbios psiquiátricos primários, depressão, ansiedade, déficit de atenção, falta de cognição, epilepsia, psicose, esquizofrenia, problemas de tireoide, obesidade, doenças de fígado e de outros órgãos: doenças e problemas sistêmicos.
 
“O glúten faz com que chegue menos sangue ao cérebro”

O glúten é uma proteína e a resposta do organismo são as doenças imunológicas. Ele causa dano internamente e os sintomas são os últimos a aparecer, começa na vida intra-uterina, na infância e só na fase adulta aparecem os sintomas.
Permeabilidade Intestinal: Nosso intestino, em sua mucosa intestinal, possui as microvilosidades; nestes filamentos ocorrem as passagens dos nutrientes. Quando ingerimos um alimento ele se quebra em macro-moléculas que ficam dispostas em uma “sopa” gástrica até que passem a ser micro-moléculas; mas tudo que comemos de errado ou todos os nossos péssimos hábitos fazem com que a parede da mucosa intestinal fique exposta, o que permite a entrada das macro-moléculas. Ao entrarem, elas são encaradas como inimigas e invasoras, por exemplo: entra uma macro-molécula de morango; o morango passa a ser um vilão e fica a memória. Passamos a ter alergia a morango. Com tantos alimentos “invasores”, nosso sistema imunológico fabrica mais linfócitos e ficamos com acúmulo de linfócitos em lugares errados, o que gera processo inflamatório.
Esses problemas de Permeabilidade Intestinal gera problemas de absorção de moléculas, como a de cálcio (não adianta ingerir cálcio), também precede doenças auto-imunes, inflamações sistêmicas e doenças degenerativas (3° lugar de causa mortis).
Podemos parar de comer glúten, mas estudos mostram que mesmo com as microvilosidades curadas, ainda ficamos inflamados.
Não adianta ficar um tempo sem comer glúten, a intolerância é permanente; se comermos uma vez por mês ainda assim teremos 6 vezes mais riscos de morte. Uma só exposição ao glúten desencadeia efeito cascata de inflamação.
 
“Cada vez que ingerimos glúten é como se jogássemos gasolina em um incêndio, isso gera mais doenças e o médico trata do sintoma e não da causa”.
 
Estudos revelam que depois de 9 anos de uma alimentação sem glúten, 75% ainda possuem problemas de permeabilidade intestinal, ou seja, problemas relacionados ao mecanismo auto-imune. Precisamos ingerir Vitamina D que ajuda na modulação para curar a permeabilidade intestinal e ajuda a reconstruí-lo, conserva as microvilosidades e preserva a função de integridade das paredes. Não só a Vit D, mais também: probióticos, ômega 3, glutamina, cúrcuma (ou curry). O certo é comer de 3 em 3 horas mas se não puder, ingerir 1 colher de sopa de proteínas em forma de shake. Na alimentação devemos ingerir proteínas, carboidratos complexos e gorduras boas, pró-bióticos (banana verde, gel linhaça), fitoquímicos encontrados na ameixa, kiwi, uva, maçã, chá verde, açaí, frutas vermelhas…
A conclusão é que não podemos exagerar no consumo de nada, precisamos fazer uma rotatividade com os alimentos. Se não estamos acostumados desde a fase intra-uterina e na infância, a probabilidade de termos alergias desse alimento é grande.
A má nutrição, toxinas ambientais (poluição, agrotóxicos), medicamentos, estresse, migrantes de embalagens como ftalatos e BPA, PCBs e POPs, proteínas alergênicas (como caseína do leite, gliadina do glúten…) fazem mal ao nosso organismo e geram inflamações.
 

sábado, 11 de agosto de 2012

Reforço contra câncer: DIETA do Dr. Barcellos (Parte 3/3)


RELAÇÃO DOS VERMES COM O CÂNCER

Os vermes entram no organismo o tempo todo pelas mãos, água, beijos e alimentos contaminados. Se tiverem permissão para ficar, vão se reproduzindo, avançam pelas correntes sanguínea e linfática e alojam-se em centros vitais, como coração, fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, olhos e cérebro. Podem produzir constipação, diarréia, gases, flatulência, síndrome do cólon irritável, dores musculares e articulares, problemas de pele, distúrbios do sono, fadiga crônica e quadros graves de convulsões, vertigens, cefaléias, pseudomeningites, anemia profunda, gastrite crônica, gripes, resfriados, sinusites, alergias e disfunções imunológicas em geral. Muitas doenças podem ser diagnosticadas equivocadamente quando o médico não conhece a sintomatologia das parasitoses.
O Dr. Barcellos ressalta a capacidade dos vermes em provocar lesões e deficiência nos vários tecidos do organismo, oferecendo ambiente propício à formação das neoplasias malignas. Vermes destroem células mais rápido do que elas conseguem se regenerar; liberam toxinas que danificam os tecidos e as células, produzindo dores e inflamações; com o tempo deprimem e exaurem o sistema imunológico. O Dr. Barcellos destaca os helmintos cestóides (tênias solium, saginata e nana), as lombrigas (ascaris lumbricoides), o oxiúro vermicular e a triquina.
A cientista canadense Dra. Hulda Clark diz que 100% dos pacientes de câncer têm vermes, sobretudo um helminto trematóide chamado facíola (fasciolopsis buskii), que se aloja no fígado.

 ALIMENTOS CONTRA OS VERMES

HORTALIÇAS
ABÓBORA (Cucurbita moschata):  Sementes tostadas no forno combatem os vermes, principalmente a tênia. As sementes devem ser frescas, sem a pele, moídas e misturadas com mel.

ALHO (Allium sativum): Três a quatro dentes por dia. Em doses elevadas, o alho pode produzir cefaléia, gastralgia, vômito, tontura, diarréia e cólica intestinal. É contra-indicado (quando ingerido em grande quantidade) para mães que amamentam, porque pode provocar cólicas intestinais nos bebês. Também é contra-indicado para pressão baixa. O cheiro é combatido comendo salsa crua ou bebendo suco de limão com igual quantidade de água meia hora antes da ingestão do alho.
CEBOLA (Allium cepa): Fazer o suco e misturar a uma pequena quantidade de mel. Tomar  1 colher de sobremesa uma vez ao dia em jejum.

CENOURA (Daucus carota): Ralar uma quantidade de cenoura suficiente para encher um pires, misturar com alho picado e um pouco de erva-doce e ingerir pela manhã em jejum, durante 3 a 5 dias.
CHICÓRIA (Chicorium endivia): Tomar 3 a 5 xícaras de chá ao dia.

COUVE (Brassica oleracea acephala): Suco, várias colheres de sopa por dia.
HORTELÃ-PIMENTA (Mentha piperita): Chá por infusão, 1 xícara em jejum, diariamente por uma semana.

MAXIXE (Curcumis anguris): Fruto ao natural, em saladas cruas.
RABANETE (Raphanus sativus): Sementes, em chá por decocção, 3 a 5 vezes por dia.

FRUTAS
ABACAXI (Ananas sativus): Ao natural ou em sucos, várias vezes ao dia.

AMÊNDOA (Amygdalus communis): Dez amêndoas em jejum
AMORA (Morus nigra, Morus alba): Casca da raiz, chá por infusão 3 a 5 vezes ao dia.

AZEITONA (Olea europea): Folhas e casca do tronco, chá por infusão 3 a 5 vezes ao dia.
CIDRA (Citrus medica): Chá por infusão das sementes ligeiramente tostadas e moídas, juntamente com sementes de outros cítricos. 1 xícara pela manhã, em jejum.

COCO (Cocos nucifera): 1 colher das de sopa de coco verde ralado, diariamente em jejum.
FIGO (Ficus carica): Folhas e talos, suco diluído em igual quantidade de água, 2 colheres das de sopa em jejum, durante 1 semana.

MAMÃO (Carica papaya): Látex do fruto – leite que se obtém ao se cortar o mamão. Pegue 20 gramas, dilua em uma xícara de água, adoce com mel e tome em jejum pela manhã.
PÊSSEGO (Prumus persica): Flores, chá por infusão, 1 xícara 3 a 5 vezes ao dia.

PITANGA (Stenocalyx pitanga): Folhas, chá por decocção, 1 xícara 3 a 4 vezes ao dia.
ROMÃ (Punica granatum): Casca do tronco - chá por decocção, um copo pequeno de 3 em 3 horas, durante alguns dias.

SAPOTI (Achras sapota): Casca do tronco, chá por decocção, 1 xícara 3 a 4 vezes ao dia.
TAMARINDO (Tamarindus indica): Folhas, chá por decocção - 1 xícara 3 vezes ao dia.
ERVAS MEDICINAIS
AGRIÃO (Nasturtium officinale): Folhas e talos, suco, 1 xícara das de café duas vezes ao dia.

ARTEMÍSIA (Artemisia vulgaris): Folhas e raízes. Chá por infusão, 15 gramas em 1 litro de água, tomado aos goles durante o dia.
BELDROEGA (Portulaca oleracea): Sementes - comidas em jejum ou preparadas sob a forma de chá por decocção, 50g a 100g para 1 litro de água.

CARQUEJA (Baccharis trimera): Planta toda - chá por infusão ou decocção, 3 a 5 vezes ao dia. Nos casos de diabetes faz diminuir o açúcar do sangue, até sua completa normalização.
ERVA DE SANTA MARIA (Chenopodium ambrosioides): Folhas, flores e sementes. Chá por infusão, 10g em 1 litro de água. Tomar 1 colher das de sopa de hora em hora, por 1 a 3 dias. Após tomar essa infusão, ingerir 2 ou mais colheres das de sopa de óleo de rícino. Deve ser empregada com cautela, pois em doses excessivas é muito tóxica.
LOSNA (Artemisia absinthium): Chá por infusão, 20 g de losna para 1 litro de água, tomando-se 2 colheres das de sopa de hora em hora. Jamais usar o suco da losna, pois é altamente tóxico ao natural. A infusão elimina parte desse efeito. O uso excessivo pode produzir efeitos neurotóxicos, com perturbações da consciência e convulsões.
PICÃO (Bidens pilosa): Folhas. Chá por infusão ou decocção, 3 a 5 vezes ao dia.

*  *  * 
Infusão: É quando se põe a água quase fervendo sobre as folhas, abafando e esperando 10 a 15 minutos para tomar.
Decocção: É quando se ferve durante quinze minutos, ou mais, as cascas, sementes e raízes da planta.
Fonte: http://correcotia.com/cancer/index.html

Reforço contra câncer: DIETA do Dr. Barcellos (Parte 2/3)

Na dieta do Dr. Barcellos NÃO PODE ser consumido(a):

•leite e laticínios, como queijo, coalhada, requeijão e receitas que levam leite (pode manteiga, porque é gordura, não tem proteína);
•feijão de qualquer tipo, inclusive ervilha, lentilha, grão-de-bico, vagem, feijão-verde, soja e seus subprodutos, broto de feijão;
•tubérculos: batata-inglesa, batata-doce, batata-baroa (mandioquinha), cará, inhame, aipim/mandioca (e farinha de mandioca);
 •carnes de porco, lagosta, camarão (e talvez outros invertebrados do mar, como polvo, lula, marisco);
 •aveia, abacate, castanha portuguesa, vitamina C sintética.

 PARA DESINTOXICAR:
Três cápsulas diárias de 200 mg de metionina, que se encontra em farmácias de manipulação, para tomar com as refeições.

Metionina e cisteína são aminoácidos que contêm enxofre, e enxofre é desintoxicante do fígado e dos rins. Tiamina e biotina, que são vitaminas, também têm enxofre. Metionina se encontra em ovo de galinha, leite humano e de vaca*, carne de boi; enxofre em couve, couve-de-bruxelas, brócolis, repolho, espinafre, nabo, couve-flor com as folhas, todos cozidos e em porções generosas, e no agrião cru; biotina em fígado de galinha, fígado de boi, gema de ovo, e tiamina (vitamina B1) em pinhões, farinha de trigo-sarraceno integral, farinha de trigo integral, farinha de soja*, quinua, quefir, levedo de cerveja, sementes de girassol, milho verde, germe de trigo. A absorção de biotina e tiamina é impedida ou reduzida na presença de álcool, avidina (proteína da clara crua do ovo), cafeína, sulfa, oxidação. (*alimentos proibidos na dieta do Dr. Barcellos)

O caldo de alga kombu é muito valorizado por seu alto teor desintoxicante, nutritivo, regulador da flora intestinal, bom contra hipertensão arterial. Mas para obter o melhor sabor não se deve ferver a alga, já que o calor faz com que os polissacarídeos se desmanchem e liberem substâncias desagradáveis ao paladar. Basta deixar a alga de molho em água limpa, fria, durante duas horas, para obter um extrato contendo quantidades importantes de manitol, iodo, cálcio, magnésio e ácido sulfúrico. A alga é então retirada e usada em refogados rápidos, ou simplesmente cortada e temperada com shoyu, ou serve para enrolar bolinhos, ou volta para a própria sopa, etc. O caldo, complementado com macarrão e vegetais previamente cozidos, deve ser aquecido somente até o ponto anterior à fervura. Missô (massa salgada de soja, gostosa e nutritiva) é o tempero tradicional desse caldo; como é proibido na dieta do dr. Barcellos, use um pouquinho de sal.
O suco de aloe vera (um tipo de babosa) também é grande desintoxicante dos intestinos, do fígado e dos rins.

(CONTINUA...)


Fonte: http://correcotia.com/cancer/index.html

Reforço contra câncer: DIETA do Dr. Barcellos (Parte 1/3)

Raul Barcellos foi um médico carioca que passou metade da vida demonstrando clinicamente que os sintomas do câncer podem ser combatidos com dieta e eliminação dos vermes.
 UM RESUMO DO QUE ELE EXPLICA
 O câncer pode ser causado por uma série de fatores, genéticos ou adquiridos. Os genéticos se devem a um problema qualquer nos genes, unidades hereditárias situadas no cromossomo que determinam as características do indivíduo e que estão sendo estudadas agora. Os fatores adquiridos vêm da radiação (de todos os tipos, inclusive solar), da poluição química do ar, da água e do solo, dos campos eletromagnéticos à nossa volta, do estresse, que provoca excesso de oxidação no organismo, da comida, da bebida, das drogas - da vida, enfim.
 Existem basicamente quatro tipos de câncer: carcinomas, sarcomas, linfomas e leucemia. Carcinomas surgem na pele, nas membranas mucosas, nas glândulas e na maioria dos órgãos; sarcomas surgem nos ossos, músculos e tecidos conectivos; linfomas são a forma de câncer do sistema linfático; e leucemia é o câncer do sangue. Dentro desses quatro tipos há mais de cem variedades de câncer.
 Mas todo câncer começa pequenininho. Uma turminha de células destrambelhadas escapa de ser vista e comida pelo sistema imunológico, e como células adoram se multiplicar, elas crescem e se multiplicam, formando um tecido anormal. Falta a elas a intervenção do sistema imunológico, e falta também uma parte do código genético que diz ao tecido quando ele deve parar de crescer. Por exemplo, um osso: o tecido ósseo sabe a forma exata daquele osso. Todos os dias ele se refaz do mesmo jeito. Isso porque cada célula carrega dentro de si o código genético apropriado dentro de uma molécula minúscula chamada DNA, ou ácido desoxirribonucléico.
 Faz parte também da sapiência da célula a coleta de nutrientes na corrente sangüínea, e entre esses nutrientes estão os aminoácidos, que se agrupam em combinações diferentes para formar proteínas. Existem cerca de 500 tipos de proteínas pesquisadas, e todas derivam de alguma combinação entre os vinte e poucos aminoácidos conhecidos. Elas participam de absolutamente tudo na vida orgânica, inclusive de processos hormonais, enzimáticos e genéticos; mas sua principal função é formar tecidos. Osso é tecido, sangue é tecido, cabelo é tecido, assim como pele, membrana mucosa, unha, músculo, tendão, nervo. A proteína forma a trama e os outros nutrientes a preenchem. O sangue vai passando com a matéria-prima e as células de cada tipo de tecido - inclusive do sangue e da linfa - vão recolhendo aquilo de que precisam para sua renovação, ao mesmo tempo que jogam de volta à corrente sangüínea aminoácidos e outras substâncias que estiverem sobrando, numa espécie de respiração celular.

No caso do câncer, segundo a teoria do Dr. Barcellos, as células desvairadas recolhem do sangue justamente os aminoácidos que vão ajudá-las a crescer em delírio. Por isso, só tem um jeito: jejum nelas. A dieta vai alimentar o corpo, mas não o tumor - já que, na ausência daqueles aminoácidos, seu padrão de crescimento não consegue se manter. Começa uma regressão, que ao mesmo tempo é a degeneração do tecido canceroso, e isso aumenta a descarga de resíduos tóxicos no sangue. Daí a importância que o Dr. Barcellos dá à desintoxicação.
(CONTINUA...)
Fonte: http://correcotia.com/cancer/index.html

 

NUTRIÇÃO FUNCIONAL

Dando os primeiros passos...

A partir deste post iremos abordar temas diretamente associados à Nutrição Funcional, para tanto vamos iniciar definindo-a e apresentando seus princípios.

O que é Nutrição Funcional?


A Nutrição Funcional aplica a Ciência dos Nutrientes de acordo com a individualidade bioquímica.
Em vez de limitar-se à prescrição de dietas com os alimentos funcionais tidos como saudáveis (porque o que é saudável para uma pessoa pode causar doença à outra), a Nutrição Funcional rastreia os sintomas, sinais e características de cada paciente e os relaciona com a carência ou excesso dos nutrientes, corrigindo os desequilíbrios nutricionais que geram sobrecarga no sistema imunológico e desencadeiam “processos alérgicos” tardios, os quais acabam por provocar doenças crônicas como: obesidade, depressão, fibromialgia, artrite, reumatóide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, desordens estéticas e alteração na performance física.
Há mais de 10 anos no Brasil, a Nutrição Funcional, conta com o respaldo científico do The Institute For Functional Medicine e do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional fundado em 2004.

Princípios da Nutrição Funcional


1. Individualidade bioquímica;
2. Modulação da expressão gênica pelo meio e pelo nutriente;
3. Tratamento centrado no paciente e não na doença, identificando e tratando causas e não apenas sintomas;
4. Interconexões dos fatores fisiológicos;
5. Equilíbrio nutricional evitando-se carências e excessos;
6. Saúde como vitalidade positiva.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Manual de Remédios Caseiros Infantis
Suzana Lakatos e Carolina Prado
                Por mais que a medicina e a ciência evoluam, muitas receitinhas domésticas para aliviar todo tipo de incô­modo do bebê resistem ao tempo. O motivo é muito simples: até os médicos concordam que funcionam canja de galinha, papa de arroz, fiapinho úmido para conter soluço e outros remedinhos que nossas avós usavam competem em pé de igualdade - e até com superioridade - com algumas das avançadas fórmulas que lotam as prateleiras das farmácias. A maior vantagem é a de apresentar efeitos colaterais bem suaves, enquanto os medicamentos industrializa­dos, dependendo do caso, podem provocar reações adversas. Criados intuitivamente, muitos desses remédios caseiros utilizam com sabedoria as propriedades benéficas de alimentos e plantas - hoje reconhecidas pela ciência. Mas, acima de tudo, têm um ingrediente imbatível: o amor e a atenção dos pais. Muitas vezes, não é o chazinho que acalma a criança, mas, sim, o fato de ela se sentir alvo de carinho e atenção. Claro que, quan­do se trata da saúde do bebê, não se pode bobear. Não é o caso de ligar para o pediatra diante de qualquer crise de soluço, mas também não se deve ignorar que alguns incômodos, talvez sejam o primeiro sinal de um problema mais sério. Por isso, o pediatra que acompanha seu filho deve ser consultado sempre. Lembre-se de que os remédios caseiros fazem efeito justamente por não serem de todo inócuos - alguns, consumidos em excesso, podem causar alergias e intoxicações. Cuidado também com a conservação: por não conterem conservantes, são mais sujeitos a fungos e bactérias. Por isso, prepare as suas “poções” sempre em pequenas quantidades para uso rápido.
- Papinha de arroz para reidratar em caso de diarreia: Cozinhe o arroz como de costume, desligando o fogo antes que a água seque por completo.
Por que funciona: A papinha atua mais ou menos como o soro caseiro, feito à base de água, sal e açúcar. Também na papa entram sal e água. O açúcar fica por conta dos carboidratos do arroz.
Indicação: Para crianças que já se alimentam com papinhas salgadas, normalmente acima dos 6 meses.
Não há riscos
- Papinha ou suco de maçã contra diarreia: Para a papinha, basta raspar a polpa da fruta com uma colher e oferecê-la à criança. Para o suco, bata a fruta, sem casca e sem sementes, com água no liquidificador. Coe antes de servir.
Por que funciona: A maçã contém fibra solúvel e absorve água durante o trânsito intestinal. Com isso, no processo de digestão, ela se transforma em um gel pastoso, que deixa as fezes mais espessas e reduz a velo­cidade da evacuação.
Indicação: Para crianças que já se alimentam com sucos e papinhas doces, normalmente após os 6 meses.
Não há riscos.
- Água com açúcar para acalmar: Misture, em meio copo de água filtrada, uma colher de sobremesa de açúcar.
• Por que funciona: Em situações de stress, o organismo libera um hormônio, a adrenalina, que estimula o metabolismo e leva a um consumo maior da glicose - cuja taxa ficará reduzida no sangue. A água com açú­car repõe a glicose perdida, proporcionando uma sensação imediata de bem-estar.
Indicação: Para crianças que já se alimentam com sucos, normalmente acima dos 6 meses.
Riscos: O açúcar pode ficar depositado nos dentes da criança, aumentando o risco de cáries. Além disso, no primeiro ano, o ideal é que o bebê se habitue a consumir apenas o açúcar natural das frutas.
- Azeite para soltar o intestino: Entre 6 meses e 1 ano, basta uma colher de café. Para crianças acima de 1 ano, a dose é de uma colher de sobremesa de azeite.
Por que funciona: O óleo não é absorvido pelo intestino e funciona como lubrificante da mucosa intesti­nal.
Indicação: Para crianças que já se alimentam com papinhas, normalmente acima dos 6 meses.
Riscos: O uso prolongado do azeite pode impedir a absorção de nutrientes solúveis em água, como as vita­minas do complexo B, cuja deficiência causa irritações na pele e nas mucosas dos olhos e da boca.
- Gelo e faca sobre batidas para aliviar a dor e impedir a formação de manchas roxas e inchaços: Manda a tradição que se aplique uma compressa de gelo no local da batida. Outra opção é substituir a com­pressa por uma faca sem corte nem serra, pressionando-a levemente, por alguns minutos, contra o local afe­tado.
Por que funciona: É a temperatura do gelo e da faca que faz a diferença. Com a batida, ocorre um sangra­mento por baixo da pele, causador do popular galo. O frio provoca uma vasoconstrição, impedindo o sangue de se acumular na região.
Indicação: A partir do nascimento.
Não há riscos.
- Mel para aliviar a tosse e ajudar na expectoração: Funciona como xarope e pode ser misturado com folhas de guaco ou oferecido puro. Coloque uma colher de sopa de folhas de guaco, lavadas e picadas, em uma xícara de água fervente, abafando por cerca de dez minutos. Coe e adicione uma xícara de chá de açúcar cristal. Aqueça novamente, até dissolver o açúcar, e acrescente uma colher de sopa bem cheia de mel. Deixe esfriar e guarde em vidro esterilizado, seco e bem fechado. A indicação é de uma colher de chá de xarope duas vezes por dia.
Por que funciona: Os xaropes de mel são viscosos e sua textura ajuda a acalmar as mucosas, irritadas pelas crises de tosse. O açúcar e o mel proporcionam bem-estar, acalmando o bebê. E o guaco contém óleo volátil, resinas e cumarina, usados terapeuticamente como expectorante, antitussígeno (contra tosse) e bron­codilatador.• Indicação: A partir de 1 ano.
Riscos: O mel pode conter a toxina Clostridium botulinum, responsável pelo botulismo infantil. Normal­mente, ela é eliminada pela acidez do estômago, mas em bebês até 1 ano esse processo ainda é deficiente.
- Banho morno para baixar a febre: A água deve estar com temperatura em torno de 25 ºC. Outra opção é aplicar compressas embebidas também em água na mesma temperatura.
Por que funciona: A febre é resultado de um comando do cérebro, que faz o organismo aumentar a tempe­ratura corporal a fim de combater um agente estranho. Em contato com um meio externo mais frio, como a água, o organismo automaticamente regula a temperatura, fazendo a febre baixar.
Indicação: A partir do nascimento.
Riscos: O choque térmico ajuda a aplacar a febre, mas é preciso descobrir a causa das altas temperaturas.
- Massagens para aliviar a cólica: Basta friccionar o abdome do bebê, com movimentos circulares lentos, em sentido horário. O ideal é fazer a massagem com os dedos anular, médio e indicador, repetindo a manobra de 80 a 100 vezes.
Por que funciona: A massagem provoca um aquecimento local, que faz a musculatura relaxar. Como con­sequência, a dor dá uma trégua. A compressão leve do abdome também facilita a eliminação dos gases cau­sadores da cólica.
Indicação: A partir do nascimento.
Não há riscos.
- Colocar uma bolinha de algodão ou um pedaço de linha vermelha umedecidos no centro da testa do bebê para acalmar o soluço
Por que funciona: Soluços são frequentes em bebês até 3 meses porque o nervo responsável por essa reação ainda é muito sensível. A bolinha de algodão e a linha não possuem propriedades calmantes. Mas a atenção que os pais dispensam ao bebê no momento do ritual pode ser a razão da eficácia da simpatia. Para a medicina tradicional chinesa, há outra explicação: o centro da testa é a “porta da cabeça” e sua estimulação produz efeito calmante.
Indicação: A partir do nascimento.
Não há Riscos
- Ameixa-preta para soltar o intestino: Lave bem três ameixas e bata no liquidificador. Coe e ofereça uma colher de sobremesa ao bebê duas vezes por dia.
Por que funciona: A ameixa é rica em fibras, que estimulam os movimentos do intestino, favorecendo a evacuação.
Indicação: Para crianças acima dos 6 meses.
Não há riscos.
- Leite materno para tratar de conjuntivite em bebês: Duas ou três gotas podem ser aplicadas sobre a região afetada.
Por que funciona: O leite materno possui ação bactericida. Como esse efeito é bastante suave, o uso não acarreta alergias ou irritações.
Indicação: A partir do nascimento.
Não há riscos
- Alimentos cozidos em panelas de ferro para prevenir e tratar ane­mia: Cozinhe as papinhas, como de costume, em panelas feitas desse material.
Por que funciona: As panelas liberam pequena quantidade de ferro durante o preparo, o qual se transfere para os alimentos.
Indicação: Para crianças que já se alimentam com papinhas salgadas, normalmente acima dos 6 meses.
Riscos: Depois de preparada, a comida deve ser transferida para outro recipiente. Se permanecer na panela, a transferência de ferro pode ser muito grande e ocasionar diarréias, que comprometem a nutrição. Esse cui­dado não substitui o tratamento médico, especialmente quando a anemia está em grau avançado.
- Lenço umedecido em álcool (sem diluição em água) contra dor de garganta e tosse: Basta umedecer o lenço em uma mistura de um copo de água morna com uma tampinha de álcool e prendê-lo ao pescoço do bebê.
Por que funciona: O álcool aquece a região e provoca sensação de bem-estar.
Indicação: Para crianças acima de 1 ano e meio, sob supervisão atenta dos pais.
Riscos: O álcool, quando concentrado, pode causar intoxicação, pela aspiração, e queimaduras na pele. Fique atenta ainda ao perigo de sufocamento.
- Compressas com pano morno para aliviar dor de ouvido: Basta aquecer uma fraldinha de pano limpa com o ferro de passar. O tecido morno, a uma temperatura bem confortável, deve ser aproximado da orelha do bebê.
Por que funciona: O calor provoca vasodilatação e relaxa a musculatura da região, aliviando a dor.
Indicação: A partir do nascimento.
Riscos: Não aqueça demais a fralda. Teste primeiro em você.
- Chá de camomila para tratar a prisão de ventre: Coloque um saquinho de chá em uma xícara de água fervente e deixe abafado por cerca de dez minutos. Be­bês devem tomar meia xícara de chá duas vezes por dia.
Por que funciona: A camomila contém compostos que funcionam como antiespasmódicos, aliviando a dor de barriga.
Indicação: Para crianças liberadas pelo pediatra para o consumo de outros líquidos além do leite materno.
Não há Riscos
- Vinagre diluído para aliviar a coceira de picadas de inseto: Misture uma colher de chá de vinagre em três colheres de chá de água filtrada.
Por que funciona: O vinagre contém ácido acético, um poderoso anti-séptico.
Indicação: A partir de 1 ano.
Riscos: A criança pode ser sensível a algum componente do vinagre, o que lhe causaria coceiras e irritação.
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Consultoria Renata Waksman, pediatra do Hospital Albert Einstein e presidente do Departamento de Segu­rança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria; Luiz Cervone, pediatra e coorde­nador clínico do Hospital e Maternidade So Luiz; Késia Diego Quintaes, nutricionista e professora do curso técnico de Nutriço e Dietética do Senac/SP; Fábio Antoniazzi Arnoni, fisioterapeuta e docente do Senac/SP; Andrea de Andrade Ruggiero, professora de Farmacotécnica e Farmacognosia da Faculdade de Medicina do ABC.
Extraído da  publicação Casa Claudia Bebê